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Novas unidades de Odontopediatria

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Novas Unidades de Odontopediatria e Sedação Consciente

O medo de ir ao dentista é um problema e uma barreira universal para a procura de tratamento dentário. Pode ser adquirido na infância, por experiências desagradáveis, ou indiretamente, por relatos de pais, parentes e conhecidos, permanecendo na idade adulta.

Este receio, presente em grande parte da sociedade, pode atingir mais de 40% da população, que evita assim procurar atendimento odontológico devido ao medo e à ansiedade. Um dos grandes desafios para a Medicina Dentária moderna é o controlo do medo e da ansiedade do paciente, sentimentos geradores de stress, e proporcionar qualidade de atendimento e conforto durante o procedimento clínico. Estas preocupações devem ser tidas em conta logo na consulta.

A sedação consciente com protóxido de azoto e oxigénio é rotineiramente realizada nos EUA desde os anos 60, sendo considerada a técnica mais segura e eficaz na Odontopediatria. O protóxido de azoto é um gás incolor, sem odor ou sabor desagradáveis, não é inflamável nem irritante e não se liga a nenhum elemento sanguíneo, logo não é degradado no organismo, atingindo uma rápida concentração no cérebro. Como o protóxido de azotonão possui efeitos adversos sobre o fígado, os rins, o cérebro e os sistemas cardiovascular e respiratório, os pacientes que requerem cuidados especiais no atendimento dentário, como os que têm problemas cardíacos, os diabéticos, os hipertensos e os asmáticos, entre outros, podem ser submetidos a esta técnica.

Muitas vezes as consultas de Medicina Dentária com crianças tornam-se delicadas, se estas se apresentarem muito irrequietas, ansiosas ou pouco cooperantes com o médico dentista. Se houver um grande número de tratamentos a realizar, tal poderá de igual modo tornar-se um obstáculo a que a consulta decorra nos seus trâmites normais, o mesmo se aplicando a crianças portadoras de deficiências psicomotoras. Assim, a sedação consciente com protóxido de azoto e oxigénio é um importante aliado do médico dentista e da criança, uma vez que possibilita que esta fique mais calma e relaxada, por períodos mais prolongados, permitindo ao clínico realizar os tratamentos necessários.

A sensibilidade é reduzida, pois o protóxido de azoto produz um certo grau de analgesia, mas este não é um substituto para o anestésico local. Tal como nos outros métodos de sedação, a combinação da sedação inalatória com a anestesia local é necessária e vantajosa. Esta técnica proporciona também um aumento da cooperação do paciente, reduzindo ou eliminando a sua ansiedade, proporcionando uma sensação de segurança e conforto, além de aumentar o controlo sobre os movimentos e reações adversas durante a consulta.

Para que a sedação resulte, o paciente tem de respirar calmamente pelo nariz, sendo fundamental a cooperação ao ser sedado, visto tratar-se de um gás pouco potente. O efeito sedativo tem um início rápido e a recuperação normalmente ocorre entre 3 a 5 minutos. A sedação pode ser interrompida em qualquer altura, bastando, para tal, que o doente respire apenas oxigénio durante alguns minutos. O paciente mantém-se sempre consciente durante todo o período em que está a ser sedado, respirando sozinho e respondendo à estimulação física ou ao comando verbal.

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